Certo dia, encontrei-me em uma das maiores discussões de minha vida, e não, não foi sobre política, religião ou futebol. “Bota a mão na cabeça que vai começar...” Soa Familiar? Infelizmente temo que sim, era disso que se tratava tal discussão: Música. Mas, discutir música... Em que fim teria qualquer debate sobre uma das, se não a mais bela expressão artística que o homem foi capaz de criar, (deixo logo claro que o discutir em questão não está em seu contexto pacífico). Digo, há o que se discutir em se tratando disso? Não é uma simples questão de gosto? E não dizem por aí que gosto é que nem... impressão digital, e cada um tem o seu? Bom, era justamente sobre isso que discutíamos: Música é questão de gosto?
Em minha opinião: Não, música não é questão de gosto, pelo menos não de todo. Obviamente todo mundo prefere e desgosta de algum artista, ou até de um gênero inteiro. Então por que eu penso que música não é questão de gosto? Simples, da mesma forma que poker não se joga apenas com habilidade, pois há o fator sorte inserido em tal jogo mental. O que o poker tem a ver com o assunto? Quero colocar que, embora cada um tenha completa liberdade de gostar e desgostar de Beethoven, por exemplo, aquele que não gosta, precisa ter a mínima noção de assumir a qualidade deste, que em minha opinião foi o autor da mais bela obra da música clássica, sua nona sinfonia.
Música não é apenas questão de gosto, porque às vezes isto que se chama de gosto pode apenas ser um reflexo involuntário, impensado, pode ser fruto da alienação, da lavagem cerebral. Já li que basta um indivíduo ter a mente fraca, para que se possam ser inseridos dentro da mesma, gostos, opiniões, credos e até tendências sexuais. Conseqüentemente, meu raciocínio leva a uma conclusão, existe música ruim, e mesmo que esta possua milhões de fãs, são milhões de fãs ignorantes. E eis que surge um dos pontos altos da discussão em que outrora me encontrei; a quem cabe taxar, julgar ou classificar a música? Os intelectuais? Aqueles críticos chatíssimos? O Faustão e o Gugu?! Em minha humilde opinião, se você tem noção, se você em algum momento da sua vida encontrou o famoso senso comum e não o deixou escapar, você já é capaz de dizer o que é bom e o que é ruim.
Simples, eu acredito que existe música ruim. Tal música se vende em razão, principalmente, da ignorância de muitos. Não dá para citar a “nata” da falta de qualidade musical, senão essa postagem espantaria os leitores de tão grande, posso comentar no máximo que muitos "ídolos" constariam nessa imensa lista. Meu ponto é que existe “cultura para aculturados”, e esta é obra dos oportunistas de prontidão para lucrar em cima da ignorância geral, pois querendo ou não, ser músico é ser profissional, e já não se fazem profissionais como antigamente.
"O que serve indiferentemente para todo mundo não serve para ninguém."
Liziane Biachi