Bom, não houve postagem semana passada devido ao carnaval, – obviamente - e já aproveito a deixa para puxar o assunto. É evidente que os valores morais; a razoabilidade; o quase extinto senso comum e por último, mas não menos importante; a sanidade mental, durante o carnaval, ficam num estado de profunda dormência, (como nossos lábios após a anestesia do dentista: nós não sentimos dor, mas sentimos que há algo ali, e nos colocamos a machucá-los continuadamente), sendo que no caso em questão, a "anestesia" por muitas vezes, é fingida. Em poucas palavras, na semana passada, pode-se dizer seguramente, que uma parcela bastante insignificante da população humana presente nas festividades carnavalescas mantiveram intactas sua dignidade, sua educação e seu caráter.
Mas é incrivelmente clichê, e chatíssimo – diga-se de passagem – esses indivíduos, pseudo-intelectuais, que vêm ridicularizar o auge de nossa forte e bela cultura, a nossa felicidade embriagada, o grandioso CARNAVAL. No mínimo é um “donzelo que não pegou ninguém”, alguns diriam, mas o problema é muito maior que “zerar”. Vai além do “galo”, vai além do “povão, vai além da sexualidade aguçada dos tarados de carteirinha, o problema está dentro da “classe” – basta isso, ao ponto que os baixíssimos nem dentro de classe alguma estão – o problema está entre vossos filhos, irmãos e irmãs aparentemente tão bem-educados, cultos, dignos e respeitosos, "a elite".
"Mau recifense" que sou não estava num habitat familiar quando estive lá em Olinda nesta terça-feira de carnaval, no alto das ladeiras de nossa capital cultural, na verdade me sentia completamente deslocado. E foi quando constatei a gravidade da situação, espantei-me bastante ao presenciar a “caça” às mulheres; meus semelhantes, homo-sapiens-sapiens (é duas vezes mesmo) que julgava serem desenvolvidos, estavam realmente retrocedidos aos costumes de nossos antepassados mais antigos, exatamente aqueles que “catavam” as mulheres pelos cabelos, na verdade a única diferença é que os pintores de cavernas não imploravam por um “selinho”. Em meio a meu espanto, (que não foi muito visível na hora, pois eu estava mais interessado em conquistar alguma moça bonita e me firmar como um grande hipócrita), reclamei com um amigo meu que me respondeu o seguinte: - Elas todas vêm para cá preparadas para isso, se não gostassem não vinham!
O meu pensamento foi mais ou menos parecido com o de Martin Luther King quando o mesmo disse “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas sim o silêncio dos bons.” Fiquei indignado, honestamente não conseguiria compreender como as recifences, conhecidíssimas por serem muito difíceis estavam naquela situação de total ausência de respeito-próprio. Mas, enfim, deixemos que todos sejam felizes, pois com nosso país no estado que está, é admirável que haja tanta “felicidade”, sobra apenas muito receio, pois acredito que um dia terei uma filha e já tenho duas sobrinhas, que por falar nelas, uma já insiste em afirmar ser adolescente, no auge de seus 10 anos.
E para finalizar, vamos citar o verdadeiro e genuíno brasileiro ao dizer que apenas agora, no 72º dia do ano, é que o ano realmente começa. Apenas agora é que as entidades públicas iniciam suas atividades efetivamente, é agora que paramos de nos preocupar “apenas” com o quão redondo irá descer a cerveja, e preocuparemos-nos também em conquistar o dinheiro da cerveja! E no fim de março, com salários em mãos, comemoremos que já já chega a “semana santa”, depois o são joão, e por aí vai. Não me levem a mal, eu adoro uma cervejinha, e trabalho por precisar e não por gostar, na verdade ainda é um estágio, quatro horinhas por dia e mesmo assim já espero a sexta-feira seguinte quando vou dormir no domingo. Sou um típico brasileiro preguiçoso, mas quando entra o fim de semana, eu só deixo de cumprir algumas obrigações, meus valores e meu caráter continuam intactos!
E para finalizar, vamos citar o verdadeiro e genuíno brasileiro ao dizer que apenas agora, no 72º dia do ano, é que o ano realmente começa. Apenas agora é que as entidades públicas iniciam suas atividades efetivamente, é agora que paramos de nos preocupar “apenas” com o quão redondo irá descer a cerveja, e preocuparemos-nos também em conquistar o dinheiro da cerveja! E no fim de março, com salários em mãos, comemoremos que já já chega a “semana santa”, depois o são joão, e por aí vai. Não me levem a mal, eu adoro uma cervejinha, e trabalho por precisar e não por gostar, na verdade ainda é um estágio, quatro horinhas por dia e mesmo assim já espero a sexta-feira seguinte quando vou dormir no domingo. Sou um típico brasileiro preguiçoso, mas quando entra o fim de semana, eu só deixo de cumprir algumas obrigações, meus valores e meu caráter continuam intactos!
"Assim que você confiar em você mesmo saberá como viver"
(Goethe)