sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

1987

           A postagem da próxima semana tá tão boa que chegou adiantada, o texto não é meu mas é perfeito, e como o título da postagem já sugere, o texto fala sobre a polêmica acerca do campeonato brasileiro de futebol de 1987. Vale avisar que o texto foi escrito em 2008, logo não há menção sobre a atual palhaçada que infelizmente vê-se em todos canais da maldita televisão brasileira, e também, como o Flamengo sagrou-se verdadeiramente penta-campeão apenas em 2009, não há menção a tal fato, então o rubro-negro carioca ainda consta como tetra-campeão no seguinte texto.

           Talvez numa tentativa de sair da obscuridade e também faturar algum dinheiro, um jornalista carioca, notório torcedor do Flamengo-RJ, que às vezes escreve para o Jornal Lance (RJ), Roberto Assaf, anunciou que publicará pela Editora Lance um livro que pretende contar a história do Brasileirão. Nomes de atletas, fotos, estatísticas e, como não poderia deixar de ser, já que ele é flamenguista e carioca, referindo-se ao Flamengo como "penta" brasileiro junto com o São Paulo.

           O bom jornalismo deve ser pautado pela imparcialidade, ou pelo menos tentar ao máximo. O bom jornalismo deve apenas informar, publicar fatos. Mas, infelizmente isto não acontece quando mistura-se jornalismo com paixão ou provincianismo, como parece ser o caso do jornalista do Lance.

           Então, a bem da verdade, o
CAMPEÕES DO FUTEBOL resolve fazer uma síntese do que aconteceu em 1987, numa tentativa de melhor informar, principalmente aos torcedores mais jovens, já que se passaram 21 anos, desde então.
 
"A VERDADE SOBRE 1987

           Até 1986, o Campeonato Brasileiro era disputado por 40 clubes, no mínimo (em alguns anos teve até mais, exemplo: 1979 - 90 clubes). De fato, com o passar do tempo tornou-se um modelo inviável e deficitário, principalmente para os maiores clubes do Brasil.

           Em 1987 os maiores clubes do Brasil resolveram se unir e realizar um campeonato menor e mais rentável, querendo então jogar somente entre eles e mais alguns outros clubes convidados. Para isso criaram o Clube dos 13 (*) e resolveram convidar mais o Coritiba-PR, o Goiás-GO e o Santa Cruz-PE, totalizando um número de 16 clubes (nos moldes do Campeonato Italiano), para disputar um Campeonato Brasileiro mais enxuto. Talvez aí tenha sido o erro, pois tentaram copiar o número de clubes do certame Italiano, o que ficou comprovado ser pouco para a realidade futebolística brasileira.

           Acontece que a CBF não concordou, porque haviam outros clubes que no ano anterior tinham conquistado, em campo, o direito de disputar o Brasileiro da 1ª Divisão, entre eles o Guarani-SP, vice-campeão em 1986, o Sport-PE, o Atlético-PR, América-RJ (4° colocado em 1986), Portuguesa (13°), o Vitória-BA, o Náutico-PE, entre outros. A solução para a CBF viabilizar o Brasileiro de 87, atendendo aos interesses do Clube dos 13 e aos demais clubes, veio na forma de um regulamento inusitado: 4 módulos, sendo que 2 módulos (ou chaves) corresponderiam à 1ª Divisão: Módulo Verde e Módulo Amarelo; e outros 2 módulos (ou chaves) corresponderiam à 2ª Divisão: Módulo Azul e Módulo Branco.

           Com relação ao que seria a 1ª Divisão, a CBF estipulou que os dois primeiros colocados de cada um dos módulos Verde e Amarelo, ao final das suas respectivas chaves, disputariam um quadrangular para decidir o título do Brasileiro de 1987. No Módulo Verde deu Flamengo (1°) e Internacional (2°), no Amarelo o Sport e o Guarani terminaram empatados na decisão por pênaltis, e o Sport, por ter melhor campanha, foi declarado vencedor da Chave Amarela. A partir daí, como previsto anteriormente no regulamento da CBF, deveria haver o cruzamento dos módulos (semelhante ao que aconteceu em 2000 - Copa João Havelange). Acontece que o Flamengo e o Internacional, tentando se amparar no Clube dos 13, recusaram-se a jogar contra o Sport e o Guarani e se auto-proclamaram campeão e vice-campeão da chamada "Copa União". Havia, como há ainda hoje, a alegação que não jogariam contra times da 2ª Divisão (?!?). Neste caso a alegação é descabida, visto que no Campeonato Brasileiro de 1986, ano anterior, o Guarani foi o vice-campeão (2° colocado), e como poderia ter caído para uma suposta segunda divisão em 1987?. Por qual critério?
           Depois disso, para cumprir o regulamento, a CBF marcou as partidas finais, as quais o Flamengo e o Internacional não compareceram e, conseqüentemente, perderam por W. O. Prosseguindo a competição, a CBF marcou as partidas finais entre Sport e Guarani: resultados de 1 X 1 em Campinas e depois SPORT 1 X 0 em Recife, e o Sport foi o legítimo Campeão Brasileiro de 1987, recebendo a Taça da CBF, tendo em 1988 juntamente com o Guarani (o vice-campeão brasileiro), disputado a Taça Libertadores da América.

           Na verdade o Flamengo e o Inter em 1987, ao recusarem-se a jogar um quadrangular contra o Sport e o Guarani jogaram fora a chance de um deles ser o legítimo Campeão Brasileiro de 1987. Isso não aconteceu com o Vasco em 2000, ao decidir a Copa João Havelange com o São Caetano, que naquele ano (2000) disputou na 1ª fase contra outras equipes, que não às da chave principal, onde estavam os grandes clubes do Brasil, inclusive o Sport que terminou a 1ª fase em 2° lugar, e nem por isso foi o vice-campeão da João Havelange. O que aconteceu em 1987 (Copa UNIÃO) foi semelhante ao que aconteceu em 2000 (Copa JOÃO HAVELANGE).

           Após o SPORT ser campeão, já em 1988, o Flamengo (apoiado pela Rede Globo) inconformado por ver o SPORT na Libertadores, pressionou a CBF de todo jeito, entrou na justiça e perdeu em todas as instâncias (mais uma prova de que estava errado), até que foi ameaçado de punição pela CBF e pela FIFA. A verdade é que o Flamengo tentou na justiça evitar o título do Sport, mas o clube pernambucano para se defender na esfera judicial federal, pediu e obteve o julgamento do mérito - "trânsito em julgado", sobre a questão do título de Campeão Brasileiro de 1987. Desta forma então, o título de 1987 é o único que não pode ser contestado e nem mudado, por ter sido alvo de decisão judicial, favorável ao clube pernambucano.
           A própria CBF não entra nessa polêmica, porém em seu site oficial (www.cbf.com.br), na relação dos Campeões Brasileiros Série A, consta como campeão o Sport de Recife, e não o Flamengo, logo, para a CBF não há discussão nem dúvidas sobre essa questão.

Para esclarecer mais ainda a questão, caberiam algumas perguntas:


1ª) se o Flamengo foi o campeão de 1987, por que ele não recebeu a Taça da CBF (a das bolinhas) após o jogo contra o Inter-RS, na final do Módulo Verde?

2ª) Se o Flamengo foi o campeão de 1987, por que ele não disputou a Taça Libertadores da América em 1988?

3ª) Se o Flamengo foi o campeão de 1987, por que ao vencer o Brasileiro de 1992 ele não recebeu a Taça das Bolinhas em definitivo (seria para o primeiro clube que conquistasse 5 títulos)?

4ª) Se o Flamengo foi o campeão de 1987, por que no site da CBF (www.cbf.com.br) consta o SPORT como campeão?

5ª) Se o Flamengo foi o campeão de 1987, por que no site da FIFA consta que o Flamengo tem 4 títulos brasileiros e não 5? (sobre essa questão, é só conferir no link » da Fifa, o quadro referente aos troféus (títulos do Flamengo), está em inglês, mas está lá: Trophies: 4 Brazilian Championships (traduzindo: 4 Campeonatos Brasileiros).

           Não restam dúvidas de que o Flamengo é um grande clube do Brasil, de que possui vários títulos em sua galeria de troféus, conta com a maior torcida do país e tem uma trajetória de títulos muito superior ao Sport. Sobre isto não há dúvidas. Porém, se formos analisar com seriedade os fatos que aconteceram em 1987, apesar de toda a polêmica que ocorreu na época, também não há margem para dúvidas sobre quem foi o campeão Brasileiro de 1987: o SPORT! Pois contra fatos não há argumentos!"
           O seguinte texto é de autoria de Roberto Assaf - como já dito acima -, e foi retirado do site "Campeões do Futebol", sendo conteúdo da postagem de Evenildo Ribeiro Silvério.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Grunge, o ouro dos anos 90!

Para começar, irei falar sobre música, mais especificamente sobre o Grunge. Tendo como maiores influências o punk rock, o heavy metal e o indie rock, o grunge é um subgênero do rock que surgiu na cidade de Seattle em meios dos anos 80 embora o mesmo só ganhou maior destaque e publicidade com o lançamento de dois importantes álbuns, o Ten da Pearl Jam e o Nevermind da banda Nirvana, tendo sido respectivamente lançados em 1990 e 1991. Tais bandas são indubitavelmente as maiores do gênero, mas não seria justo deixar de citar Alice In Chains e Soundgarden, que diga-se de passagem, duas bandas fodas!

           Ainda discute-se qual seria a maior banda do Grunge, Nirvana ou Pearl Jam, mas se isso não interessaria aos próprios vocalistas/líderes de tais bandas, então por que interessaria aos fãs dos mesmos? Ambos Kurt Cobain (Nirvana) e Eddie Vedder (Pearl Jam) nunca demonstraram ter dinheiro e fama como objetivos, e apenas como conseqüências, na verdade pregavam o contrário, causavam muita polêmica com a atitude anticomercial, inclusive Pearl Jam cometeu um grande boicote à empresa de vendas de ingressos para shows Ticketmaster. Muitas bandas de Grunge se sentiram tão desconfortáveis com a popularidade que sumiram, e até o hoje o gênero influencia o rock moderno, havendo até um subgênero chamado Post-Grunge (pós-grunge). O grunge reciclou o cenário musical da época, embora grandes bandas mantinham o hard rock no auge, no geral não havia muita originalidade ou atitude presentes no período. É certo que já associa-se rebeldia ao rock, mas foi no grunge que começou-se a abordar assuntos importantes e cotidianos da vida dos jovens como a pressão da sociedade e dos pais em cima dos jovens, as drogas e até o bullying, e isso sem deixar de fazer um som de qualidade, regado a valores morais e às melhores influências musicais possíveis.
Infelizmente, em 8 de abril de 1994, Cobain foi encontrado morto em sua casa em Seattle, vítima do que foi oficialmente considerado um suicídio por um tiro de espingarda na cabeça. As circunstâncias de sua morte, por vezes, tornam-se um tema de fascínio, conspirações e debate.
Diferentemente de Kurt, Eddie Vedder ainda está vivo e muito bem, segue com Pearl Jam e durante um “descanso” da banda ele lançou sua carreira solo, sendo responsável pela trilha sonora do filme Na natureza selvagem (Into the wild) lançado em 2007 e estrelado por Emile Hirsch.

            Layne Staley, vocalista de Alice In Chains, faleceu em 2002 devido a uma overdose, e Chris Cornel acaba de voltar com Soungarden após ter sido o vocalista da banda Audioslave e ter tido também seu projeto solo.
Como farei de costume em postagens sobre música, agora é a vez de fazer boas indicações aos interessados.
  • Nirvana - “Smells Like Teen Spirit”, “In Bloom”, “Heart-Shaped Box”, “Lithium” e “All Apologies”;
  • Pearl Jam – “Black”, “Alive”, “Even Flow”, “Jeremy” e “Do the Evolution”;
  •  Alice In Chains – “Man In The Box”, “Them Bones” e “Rooster”;
  • Soungarden – “Black Hole Sun”, “My Wave” e “Spoonman”.

E para finalizar, obviamente, uma amostra:
Pearl Jam - Do The Evolution (legendado)
(prestem atenção na letra!)